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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

Ao arrepio da vida

Já todos, um dia, tivemos contacto com pessoas que nasceram com alguma incapacidade física ou intelectual e que, por isso, transportam em si alguma diferença!

Há pessoas que, de forma total ou parcial, são incapazes de ver, de ouvir, de andar, mas vivem ou convivem com esse déficit e são felizes! Não se deixam abater, lutam com as armas que elas próprias criaram e são adoráveis!

No entanto, há uma incapacidade que não se vê, só se sentem os danos irreparáveis que provoca. Refiro-me à incapacidade congénita para amar!

São pessoas que não se amam a si próprias, nem amam os outros; passam 24 horas a reclamar contra tudo e contra todos; neste momento os outros estão errados mas, no momento seguinte, eles também não estão certos do que gostam do que querem; não têm objectivos, caminham sem direcção!

Vivem numa luta constante sem conseguir reflectir que este comportamento não conduz  à alegria, à felicidade mas sim a becos escuros e isolados! Ódio gera ódio e nunca amor e estima.

O seu ego é muito maior que o coração! Não sabem dar carinho mas, também, não o sabem receber!

Se é Verão é porque faz calor, se é Inverno faz frio, o contrário é que seria sempre bom! Digo seria, porque há sempre uma condicionante em cada instante da vida destas pessoas!

Não apreciam a luz do sol nem do luar, a brisa fresca numa noite de Agosto, um pôr-do-sol, as primeiras chuvas no final do Verão, o florir de uma planta, o sorriso no rosto de uma criança, até a própria família é um peso que "carregam" ! São hábeis em criar sentimentos de culpa naqueles que os rodeiam! A culpa do que fizeram e, também, do que não fizeram, é sempre dos outros e nunca deles!

Desta forma, os laços de amor fundamentais  na edificação da estrutura psicológica de um ser humano não são criados e, estes, ávidos de amor ou conseguem colmatar esta lacuna ou não conseguem e são eles, também, seres marcadamente diferentes!

E porquê? Porquê? Tantos e tantos porquês sem resposta!

Porquê é que uns, invisuais, conseguem ver o brilho e a beleza de tantas e tantas coisas boas  que a vida tem e outros, vendo, não as apreciam?

Será que é porque só valorizamos as coisas quando não as temos?

Não existirá uma grande proporcionalidade entre o amor que semeamos e o que colhemos? 

Não será o amor a única essência da vida e tudo o resto materialmente efémero?

Porquê desperdiçar uma vida inteira, única e tão curta, vivendo ao contrário dela?

Deixar apenas uma marca negativa, porquê?

Para estas pessoas a palavra solidão, um dia, terá um sentido literal - estar só!

Aí, a culpa, certamente, também será dos outros!

 

publicado por disa às 23:26
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